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Técnicas de estudo para concursos: métodos poderosos para sua preparação

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Para ser aprovado em concursos públicos não basta estudar horas e horas. Uma preparação eficaz e de qualidade vai muito além disso. Aqui, você vai entender como aplicar de forma correta as técnicas de estudo para concursos, e assim alcançar a sua tão desejada aprovação.

Nosso professor Glauber Marinho, pedagogo e especialista em Docência Superior e Gestão de Pessoas, foi quem ajudou o Blog do IMP nesta missão.

Confere aí as dicas. 

Tempo de estudo

Antes de estabelecer um tempo de estudo é necessário observar dois aspectos: primeiro a gestão do tempo e segundo a maturidade para concursos públicos. 

Aspecto 1: gestão de tempo

Qual a função do estudo no momento de vida atual?

Ele é considerado:

  • Uma atividade importante (essencial para modificar sua realidade)?
  • Urgente (fica para a última do dia)?
  • Circunstancial (eventual, transitória) ao seu contexto? 

Ao classificá-lo como importante, isso favorece um arranjo na rotina, e ajuda o candidato a excluir atividades desconexas com o projeto nomeação, promovendo mais tempo e de qualidade para as sessões de estudo.

Faça o levantamento de sua rotina, hierarquize a importância das atividades e reflita sobre os motivos de buscar sua aprovação. 

Aspecto 2: “maturidade” 

Esse aspecto precisa ser analisado, porque é ele que pode permitir a sua nomeação com, por exemplo, 2h de estudos, desde que líquidas e efetivas (estudo teórico, produção de material, resolução de questões e retroalimentação do material fruto desse momento de estudo individualizado deliberado). 

Técnicas de estudo para concursos: estudantes em início de processo

Os estudantes em início de processo podem precisar de mais ou menos tempo para, gradativamente, adaptar-se a um estudo mais participativo. Já no caso de situações de editais já publicados, dependendo do ajuste de rotina que o estudante consegue fazer, é possível um incremento na carga de estudo. 

Estudantes em processo avançado

Para estudantes maduros, menos tempo, com mais qualidade, vai representar mais que qualquer tempo sem consolidação de informações e controle de produtividade. O tempo de estudo se estabelece pela jornada de cada estudante. Entretanto, podemos partir de um modo mais objetivo, de forma ativa, atendendo aos critérios de uma sessão de estudo e aumentar, de forma saudável, esse tempo progressivamente. Diante do apresentado, trata-se de um processo metacognitivo.

A metacognição é o conhecimento que cada um tem dos seus próprios processos e produtos cognitivos ou de qualquer aspecto com eles relacionados; envolve monitoramento ativo e consequente regulação desses processos em relação à cognição, usualmente no serviço de algum objetivo concreto.

Ambiente de estudo

Engana-se quem imagina não ser necessário estabelecer e manter um local de estudo organizado. Uma pesquisa da Universidade de Chicago Press intitulada “Desordem ambiental leva a falha auto-reguladora” concluiu que estudantes submetidos a tarefas desafiadoras, em local organizado, são capazes de se dedicarem por mais tempo à atividade proposta. Ou seja, a bagunça prejudica o foco e, como consequência, produz frustração quanto aos resultados esperados.

Organização de conteúdo: como identificar o que é mais importante

Considerando um certame com edital publicado, a existência de peso entre disciplinas é fator predominante. Não havendo, a análise será focada na proficiência do(a) estudante em relação aos tópicos de cada uma das disciplinas. Daí a importância do monitoramento de acertos de modo a diagnosticar os pontos de gargalos e atuar sobre eles. 

Mapear a incidência de questões e puxar filtros de recorrência por meio dos sites de questões é um caminho para se estabelecer prioridades. Agora, para iniciantes, sem atropelos, certo? É preciso começar pelas disciplinas comuns a diversas áreas, tais como: português, raciocínio lógico, informática, matemática, direito administrativo e constitucional. E depois, progressivamente, definir uma área e acrescentar outras matérias.

Métodos: resumos, mapas mentais, fichamentos

Em pedagogia, especificamente no campo da didática, metodologia é o conjunto de métodos (caminho a percorrer) e técnicas (veículos utilizados para transitar). A escolha depende do objetivo a ser atingido. Um método de trabalho em grupo nos exigirá técnicas diferentes quando o caminho se dá pelo método de trabalho independente.

Cada técnica é adequada para situações específicas. Particularmente tenho predileção por mapas mentais, mas eles não são suficientes. Por exemplo, prazos processuais são mais bem assimilados por quadros comparativos. Os fichamentos podem figurar como aliado na revisão espaçada(sistemática) de pontos relevantes.

Técnicas de estudo para concursos: quantidade de horas de estudos

Esse é um ponto de controvérsias, diante disso prefiro o amparo na ciência e resultados de pesquisas acadêmicas. De início frisa-se a importância do entendimento de cronotipia e o impacto dela em nossa produtividade. Possuímos predisposições para a realização de atividades em determinado período do dia. Você conhece seu cronotipo? Sugiro partir disto e podemos começar a conversa sobre quantidade horas de estudos. 

As autoras Kastrup e Sancovschi, em “Práticas de estudo contemporâneas e a aprendizagem da atenção”, defendem que a sustentação atencional pressupõe pausas e pausas de qualidade. Para além de uma quantidade de tempo de estudo é essencial a qualidade da imersão ativa nesse momento.

No mesmo estudo, elas apresentam resultados diferentes quanto ao tempo de manutenção da atenção. Após 30 minutos os prejuízos se evidenciam, e isso é potencializado ao se permanecer por mais de uma hora sem as devidas pausas. Por isso, nada de estudar por horas e horas. Estabelecer pausas é favorecer o processo de atenção e melhorar seus resultados.

• PREPARAÇÃO PRESENCIAL PARA CONCURSOS

Técnicas de estudo para concursos: resolução de exercícios

Resolver questões é conectar teoria e prática. Um erro muito comum entre os candidatos é o de tentar esgotar o conteúdo de aprendizagem a partir de uma aula presencial e/ou on-line. Em um primeiro contato com o conteúdo, faz-se nota do essencial e ele será complementado a cada questão resolvida. 

As questões possibilitam o complemento, o ajuste das informações iniciais dando substância a elas e corpo ao material de revisão, o que vai favorecer a consolidação dessas informações por meio da repetição a partir de revisões espaçadas e periódicas. 

Para Guerra e Consenza (2011), em “ Neurociência e Educação”, as informações podem ser mantidas na consciência por maior tempo quando da existência de um sistema de repetição (Verbal/visual). Essas revisões podem ocorrer conforme a realidade de cada estudante.

Muito se fala em curva de esquecimento, mas eu prefiro um ajuste dentro do possível. Por exemplo fazer revisões aos finais de semana do conteúdo estudado na semana e separar a quinta semana, exclusivamente, para revisão dos conteúdos estudados no mês anterior.

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Você sabe como organizar um planejamento de estudos para concursos?

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