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Inteligência emocional para concursos

Você sabia que para ser aprovado em um concurso público é necessário mais que dedicação aos estudos? Nesse artigo do Blog do IMP, você vai entender como controlar as emoções é um fator determinante para a sua aprovação.

O desenvolvimento da inteligência emocional para concursos públicos é um assunto cada vez mais comum na vida dos concurseiros. Isso acontece porque a forma como você lida com suas emoções, vai impactar diretamente no seu rendimento tanto nos estudos como hora de fazer as provas.

Então, vamos juntos entender como isso acontece e o que pode ser feito para trabalhar sua inteligência emocional!

Rendimento X Inteligência Emocional

Imagine uma pessoa altamente capacitada, que domina o conteúdo, argumenta bem, mas na hora da prova deixa que a tensão, ansiedade e a falta de confiança dominem seus pensamentos. Certamente, esse candidato não terá um bom desempenho.

O sucesso está na união do conhecimento cognitivo com a inteligência emocional. Para saber mais sobre o assunto e te dar dicas imperdíveis e práticas sobre o assunto, o Blog do IMP conversou com nossa especialista e psicóloga Gabriele Issa.  

O que é a Inteligência emocional?

A inteligência emocional é um conceito desenvolvido pelo autor Daniel Goleman. Em sua definição ele estendeu a dinâmica da inteligência para outras áreas da vida, como emocional, social e ambiental. Ela consiste em sua capacidade de administrar e lidar com seus sentimentos e com os sentimentos das pessoas que estão ao seu redor, adequando isso aos seus objetivos.  

“A inteligência emocional nada tem a ver com a inteligência cognitiva, aquela utilizada para desenvolver raciocínio, o que significa que nem sempre uma pessoa cognitivamente inteligente será emocionalmente, e vice-versa. Podemos, então, entender a inteligência emocional como uma habilidade que pode ser desenvolvida”, explica Gabrielle.

A inteligência emocional aplicada aos concursos públicos

Segundo relata a psicóloga, os concurseiros já se veem em um ambiente organizacional, de trabalho, pois realizam os mesmos processos nos estudos que um funcionário. Por isso, a I.E é bastante aplicada nesse contexto, algo relevante de ser aprendido: como lidar comigo e como lidar com os outros.

Inteligência emocional para concursos públicos: 5 passos que você precisa desenvolver

  • Autoconsciência;
  • Autocontrole;
  • Automotivação;
  • Empatia;
  • Aptidão social.
  • Vale ressaltar que o ponto crucial da I.E. está na aptidão social, que nada mais do que aplicar cada uma dessas etapas com outras pessoas: “como eu me vejo em relação a isso”, “como eu me comporto”, “por que eu faço o que faço”, “o que faço é útil para alguém?”

Com a palavra o especialista

Confira o bate-papo completo e não deixe de assistir, no final do artigo, a uma aula online com mais informações para você.

Quais os pontos que o concurseiro precisa observar para identificar que seu estado emocional está atrapalhando a sua preparação?

Os pensamentos. É pelo pensamento que o psicólogo pesca uma crença ou pensamento disfuncional. É pelo pensamento que fatores como concentração, memória, medo e tristeza podem ser trabalhados. Porém, mesmo sem ajuda especializada, o concursando pode fazer isso!

O que é essencial para que o candidato consiga desenvolver seu controle emocional durante sua preparação para concursos?

Observar os pensamentos. Os nossos pensamentos têm a grande capacidade de nos sabotar. Aprendemos alguns padrões com outras pessoas e que, talvez, não funcionem para aquele determinado evento ou para a nossa personalidade. As pessoas tendem a se manter nesses padrões sem nunca os observar e eles podem ser encontrados nos pensamentos.

Seja seu Advogado de Defesa!

Uma tarefa que sempre passo para meus pacientes é o Advogado de Defesa. Os pensamentos são a acusação e você deve exercer o papel de defesa, refutando tudo aquilo que for trazido à luz.

Para que esse exercício funcione, os candidatos devem lembrar de praticar com muita frequência, todos os dias, até que o autocontrole seja treinado e estabelecido. Não tem muito segredo, tudo é treino e para ter resultados, deve-se treinar muito!

Como a família e os amigos influenciam o estado emocional de quem está se preparando para concurso?

Depende. Existem famílias que apoiam e famílias que não, assim como os amigos. Cada situação precisa de uma intervenção diferente, pois perceba: se a família apoia e acredita, pode gerar uma ansiedade e expectativa irreal com relação à aprovação; se a família não apoia, pode gerar a mesma ansiedade e mais alguns sintomas poderão ser observados, como a ruminação e a tristeza.

Você poderia citar quais são os estados emocionais mais comuns entre os concurseiros?

Como falei, minha tese é de que os concurseiros estão inseridos em um âmbito organizacional. Por isso, trabalho muito com a noção de Burnout.

Burnout é o desenvolvimento de sintomas de ansiedade e depressão em ambiente de trabalho, por isso os principais sintomas observados são: tristeza excessiva, procrastinação, ruminação mental (repetição excessiva de pensamentos), palpitação, alteração na respiração, além das crenças de desamparo e desvalor.

Na véspera da prova:

As pessoas estão em reta final e precisam entregar desempenho até o dia da prova. Elas tentam até o último instante revisar e pegar conteúdos, sabem que estudaram e que podem se sair bem, mas não acreditam nisso.

No dia da prova:

Pela ruminação, pela tristeza e pela crença, não conseguem lembrar do que precisam fazer naquela situação. É o famoso Blackout ou Branco.

Na véspera da prova, o que o candidato deve fazer para conseguir manter seu estado emocional equilibrado?

Se a pessoa se sente confortável estudando, que continue estudando. Não invente de sair e espairecer para se sentir culpado e nutrir emoções negativas com relação ao evento posterior.

Se a pessoa se sente bem saindo, que saia, sem nutrir culpa. E não subestimar o que deverá ser feito no dia da prova.

Para qualquer caso, sugiro:

  • Dormir bem, pensar de forma coerente e positiva: se posicionando na realidade e confiando na preparação que foi feita. Não nutrir grandes expectativas, mas sem superestimar o erro;
  • Também sugiro respirar. Protocolos de atenção plena com respiração ou escaneamento corporal são excelentes para acalmar no dia anterior e antes da prova. De todos, fique com RESPIRE ATENTAMENTE.

E na hora da prova, o que o candidato precisa fazer para conseguir manter seu estado emocional saudável?

Se o candidato sentir que está “perdendo o controle” ou que deu branco, minha sugestão é sempre focar em respirar e pensar no momento presente. Não de forma catastrófica, mas observar os movimentos, a respiração, o corpo e as sensações. Se sentir que não vai conseguir, ajustar as expectativas. Tentar pensar racionalmente.

Nessas horas pode ocorrer uma inundação de pensamentos disfuncionais que devem ser controlados. Novamente, precisa de MUITO TREINO, sempre na pré-prova.

Quando é hora de procurar uma ajuda profissional?

Prioritariamente, quando a pessoa se sentir desconfortável com as reações emocionais e comportamentais. O psicólogo não pode forçar uma disfunção na pessoa, em qualquer protocolo ou tratamento.

Qual tipo de desconforto? Qualquer um. Falar mais, melhorar o rendimento, pensar menos, extinguir algum comportamento em prova…

Quais técnicas de inteligência emocional podem melhorar o rendimento do candidato na sua preparação?

Bom, eu sugiro sempre trazer a sua realidade para si e parar de fazer abstrações (pensar nos outros, no que os outros fazem, em alguém em algum lugar que é melhor).

Para isso, da inteligência emocional, desenvolve-se a autoconsciência: quem eu sou, o que faço, como funciona isso e por que decidi fazer isso. Assim, o candidato consegue encontrar o autocontrole (o que você faz é importante, por isso deve ser feito) e a automotivação (o que a pessoa faz é importante para ELA, por isso deve ser respeitado).

Para além disso, sempre exercer o papel de Advogado de Defesa. Esse papel também ajudará no desempenho da autoestima. Acredito que unindo todos esses aspectos a noção de que a pessoa está em um “ambiente organizacional”, os estudos podem ser absolutamente modificados e o desempenho emocional mais controlado. Para além disso, para ajustar especificidades, só na psicoterapia individual.

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